Reforma Protestante Traduções Vernáculas Final
A imprensa de tipos móveis tornou possível a circulação em escala das traduções vernáculas produzidas pelos reformadores. A reforma protestante impulsionou as traduções vernáculas da Bíblia entre 1517 e a segunda metade do século XVI, rompendo o monopólio interpretativo do latim eclesiástico e vinculando a leitura direta das Escrituras à doutrina do sacerdócio universal dos crentes. O fenômeno ganha contornos concretos a partir de 1522, quando Lutero publica o Novo Testamento em alemão poucos meses depois de retornar do exílio em Wartburg. A imprensa de Gutenberg, operacional desde os anos 1450, multiplica o alcance dessas edições. E redesenha, no mesmo movimento, a relação entre autoridade eclesiástica, leitura individual e formação do cânon nas comunidades protestantes que emergem ao longo do século XVI. Por que a Reforma precisou de traduções vernáculas? O acesso às Escrituras na Europa medieval dependia quase inteiramente da mediação institucional. A missa era celebrada...